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sábado, 30 de outubro de 2021

15 FRASES DE BUDA PARA ENCONTRAR A PAZ



Dhammapada”, algo como “o caminho da virtude”, na língua páli, é rico em ensinamentos para a vida. É o texto budista mais conhecido e traduzido no mundo.
 A primeira edição traduzida para o português, directamente do páli, traz 423 aforismos que percorrem temas essenciais como o poder da mente, felicidade e propósito. Aforismo é um texto curto e sucinto, fundamento de um estilo fragmentário e assistemático na escrita filosófica.

 Mentalize as frases abaixo de Siddharta Gautama e aproveite para conhecer um pouco sobre uma das maiores religiões do mundo. Autor do “Dhammapada”, Siddhartha Gautama (por volta dos anos 560 a.C. – 480 a.C.), segundo a tradição, foi um líder religioso nascido no reino de Sakia, região então pertencente à Índia e que hoje faz parte do território do Nepal.

 É considerado o supremo Buda (título que indica um ser iluminado) e fundador do budismo. Confira as frases:

 1) “Por meio do ódio, os ódios nunca são desfeitos; por meio do amor os ódios são sempre desfeitos – e esta é uma lei eterna.”

 2) “A maioria das pessoas nunca percebe que todos nós um dia morreremos aqui (neste mundo). Mas aqueles que percebem essa verdade resolvem as suas quizilas pacificamente.”

 3) “Aqueles que tomam a ilusão por realidade e a realidade como ilusão, e assim são vítimas de ideias erradas, nunca alcançam o essencial.” 

 4) “Os homens irreflectidos e muito ignorantes afundam-se na negligência. Mas o homem sábio tem a vigilância como o seu maior tesouro.”

 5) “Aquele que não se sujou pela paixão, cujo coração não tem ódio, que ultrapassou o bem e o mal e que é vigilante, não tem medo.” 

 6) “Nenhum pai ou mãe, nem qualquer outro familiar, pode conferir maior benefício do que uma mente bem direccionada.” 

 7) “Assim como a abelha extrai o néctar da flor e se afasta sem prejudicar a sua cor ou fragrância, que o sábio também perambule por entre a aldeia.” 

 8) “Uma má acção é aquela cuja pessoa que a praticou se arrepende, e cujas consequências a pessoa enfrenta com lágrimas e lamentações.”

 9) “Embora uma (pessoa) seja vencedora sobre um milhão de homens em batalha, aquele homem que se conquista a si é o maior vencedor.” 

 10) “Um dia na vida de uma pessoa que é vigorosa e resoluta é melhor do que uma vida de cem anos de alguém que é fraco e indolente.”

 11) “O homem de pouco conhecimento espiritual cresce como um touro; a sua carne aumenta, mas a sabedoria, não.”

 12) “Aquele que antes era descuidado, mas que depois se tornou cuidadoso, ilumina o mundo como a lua quando está livre das nuvens.” 

 13) “Não te sintas atraído por aquilo que é agradável ou desagradável. Abstermo-nos daquilo que gostamos é doloroso, assim como daquilo de que não gostamos.” 

 14) “Guarda-te dos maus pensamentos. Tem controlo na tua mente. Não tenhas maus pensamentos (e) leva uma vida de bem-estar mental.” 

 15) “A maior impureza de todas é a ignorância. Livrai-vos, pois, desta imperfeição e sereis livres de todas as impurezas.”

Créditos Portal do Budismo
arte Proamod Kurlekar



sábado, 5 de novembro de 2011


"Quando a lua se põe, costuma-se dizer que desaparece. Quando ela desponta, diz-se que ela aparece. Mas, na realidade, a lua não aparece nem desaparece. Brilha imutavelmente no firmamento. O homem iluminado é exatamente como a lua: não aparece nem desaparece. Apenas parece fazer assim, para que possa guiar outros homens."


"A vida que não está livre dos desejos e das paixões está sempre envolta com a angústia. Eis o que se chama a verdade do sofrimento."


"Assim como um mergulhador, para garantir suas pérolas, deve descer ao fundo do mar e afastar os perigos dos pontiagudos corais e os malévolos tubarões, o homem deve enfrentar os perigos da paixão mundana, se quiser obter a preciosa pérola da iluminação. Primeiro, ele deve estar perdido entre os íngremes penhascos do egoísmo e do amor-próprio, para depois sentir o desejo de procurar um caminho que o leve à iluminação."


"Todos os homens possuem a natureza inata à iluminação."


"Para se ter boa saúde, trazer a verdadeira felicidade à família e trazer paz a todos, deve-se disciplinar e controlar a própria mente. Se um homem puder controlar a mente, toda a sabedoria e virtude a ele virão com naturalidade."


"Não existe nada mais aterrorizador do que a dúvida. A dúvida separa os homens. É o veneno que desintegra amizades e rompe as agradáveis relações. É um espinho que irrita e fere. É uma espada que mata."


"Ser tolo e reconhecer que o é, vale mais que ser tolo e imaginar que se é um sábio."


"Um bom amigo que nos aponta os erros e as imperfeições, e reprova o mal, deve ser respeitado como se nos tivesse revelado o segredo de um tesouro oculto."


"Dominar a si próprio é uma vitória maior do que vencer milhares em uma batalha."


"Ser de boa saúde é um grande privilégio. Estar contente com o que se tem vale mais do que a posse de uma grande riqueza. Ser considerado de confiança é a maior demonstração de afeto."


"Aborrecer-se com antecipação ou alimentar tristezas pelo passado apenas consomem a pessoa. São como o junco que fenece ao ser cortado. O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações. Mas está no viver sábia e seriamente o presente momento. Não viva no passado. Não sonhe com o fuuro. Concentre a mente no momento presente."


(Fonte: Jornal "Estado de Minas", caderno de Ecologia, dia 07/05/2001, pg. 14)
by Simplicidade Voluntária

domingo, 10 de abril de 2011

SIDARTA GAUTAMA - O BUDA




Sidarta nasceu no ano de 560 aC e era filho de um rei do povo Sakhya que habitava a região da fronteira entre a Índia e o Nepal. Buda viveu durante o período áureo dos filósofos e um dos períodos espirituais mais incríveis da história; foi contemporâneo de Heráclito, Pitágoras, Zoroastro, Jain Mahavira e Lao-Tsé.

No palácio, a vida de Gautama era cercada de conforto e paz. Casou e teve um filho, mas vivia totalmente protegido de contato com o exterior, por ordem de seu pai. Uma tarde, fugindo dos portões do palácio, o jovem Gautama viu 3 coisas que iriam mudar sua vida: um ancião que, encurvado, não conseguia andar e se apoiava num bastão, um homem que agonizava em terríveis dores devido a uma doença interna, um cadáver envolvido num sudário de linho branco. Essas 3 visões o puseram em contato com a velhice, a doença e a morte, conhecidas como “as três marcas da impermanência", e o deixaram profundamente abalado. Voltando para o palácio, ele teve a quarta visão: um Sadhu, um eremita errante cujo rosto irradiava paz profunda e dignidade, que impressionou Gautama a tal ponto que ele decidiu renunciar à sua vida de comodidade e dedicar o resto de sua vida à busca da verdade.

Abandonando o palácio, ele seguiu de início a senda do ascetismo, jejuando até que se convenceu da inutilidade destas práticas, e continuou sua busca. Durante 7 anos esteve estudando com os filósofos da região e continuava insatisfeito. Por fim, em uma de suas viagens, chegou a Bodh Gaya, onde encontrou uma enorme figueira e tomou a resolução de não sair de lá até ter alcançado a iluminação. Durante 49 dias ele permaneceu sentado à sobra da figueira, em profunda meditação, transcendendo todos os estágios da mente até atingir a Iluminação, um estado chamado nirvana. Desde então foi chamado de Buda (o que despertou) ou Shakyamuni (o sábio dos shakyas). Seus ensinamentos nascidos dessas experiência são conhecidos como o Caminho do Meio, ou simplesmente o dharma (a lei). Do momento em que atingiu o nirvana, aos 35 anos de idade, até sua morte, aos 80, Buda viajou ininterruptamente por toda a Índia, ensinando e fundando comunidades monásticas.

Buda ensinou o dharma a todos, sem distinção de sexo, idade ou casta social, em seu próprio idioma, um dialeto do nordeste da Índia, evitando o sânscrito empregado pelos hinduístas e eruditos, que era um símbolo de uma casta que não significava sabedoria, pois os brâmanes tinham cargos hereditários. Costumava recomendar a seus discípulos que ensinassem em suas próprias línguas, de forma que a doutrina foi ficando conhecida em vários países.

Suas últimas palavras foram: “A decadência é inerente a todas as coisas compostas. Vivei fazendo de vós mesmos a vossa ilha, convertendo-vos no vosso refúgio. Trabalhai com diligência para alcançar a vossa Iluminação”.

In http://www.brazilsite.com.br/religiao/budismo/bud02.htm
tela de S Hassall



"Nossa existência é transitória como as nuvens do outono. Observar o nascimento e a morte dos seres é como olhar os momentos da dança. A duração da vida é como o brilho de um relâmpago no céu, tal como uma torrente que se precipita montanha abaixo."


"Tudo o que nasceu vai morrer, tudo o que foi reunido será espalhado, tudo o que foi acumulado terá fim, tudo o que foi construído será derrubado, e o que esteve nas alturas será rebaixado."
Sidarta Gautama
In http://fabioxoliveira.blog.uol.com.br/